Gosto do silêncio, das casas quietas, do mistério que paira nos sítios suspensos no tempo ... Gosto de momentos de ausência dos outros, de sentir o quarto vazio, em que nem o som do relógio ecoa ... Gosto de não palavras, de ter a alma suspensa em mim mesma como se a tivesse deixado pendurada no cabide ...
Procuro sentido(s) para esta breve existência ... há quem procure na fama, há quem a busque no poder, há quem anseie desenfreadamente o Amor ... Mas tudo é vão ... tudo é vacuidade, como as folhas que se libertam das árvores no outono, Mas tudo é transitório ... como a passagem de um comboio de alta velocidade pelas estações, Mas tudo é instável, como as marés que fazem os barcos deambular, Mas tudo é movediço, como os pântanos que nos mostram o(s) risco(s), Contínuo a procurar sentido(s) para esta breve existência, atolada em compromissos, em rotinas, em stress ... A vida tem de ser muito mais que isto, a vida não se resume apenas a isto ... Tem de haver algo maior ...
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