A mim ...

A mim... a vida tornou-se um fardo pesado, os que me estão próximos correntes pesadas que trago presas a meus pés ... esta dor enorme de alma e coração que cobre a minha existência ...Em tudo e todos se tornam indiferentes perante mim ... deixei de conseguir pronunciar determinadas palavras, elas fugiram do meu universo léxico, esvaneceram-se como folhas que o vento arrasta para bem longe ... Não sei quem sou ou o que sinto, a aparência tornou-se o meu modo de vida, escondo-me na diversidade por receio de encarar a minha unicidade ... mas se eu fosse una e única ... uma variedade de seres e eus vão inundando a minha mente como se de personagens se tratassem de uma filme vulgar qualquer ... A mim ... já nada me importa ... vou morrendo aos poucos, vou-me matando aos poucos de uma forma (in) consciente ... ando por aqui, deambulando como uma sonambula que teima em se esconder, que no fundo não quer viver ... viver esta vida que a atormenta, viver com quem a rodeia ... no fundo não pedi ...