A mim ...



A mim... a vida tornou-se um fardo pesado, os que me estão próximos correntes pesadas que trago presas a meus pés ... esta dor enorme de alma e coração que cobre a minha existência ...Em tudo e todos se tornam indiferentes perante mim ... deixei de conseguir pronunciar determinadas palavras, elas fugiram do meu universo léxico, esvaneceram-se como folhas que o vento arrasta para bem longe ... Não sei quem sou ou o que sinto, a aparência tornou-se o meu modo de vida, escondo-me na diversidade por receio de encarar a minha unicidade ... mas se eu fosse una e única ... uma variedade de seres e eus vão inundando a minha mente como se de personagens se tratassem de uma filme vulgar qualquer ...
A mim ... já nada me importa ... vou morrendo aos poucos, vou-me matando aos poucos de uma forma (in) consciente ... ando por aqui, deambulando como uma sonambula que teima em se esconder, que no fundo não quer viver ... viver esta vida que a atormenta, viver com quem a rodeia ... no fundo não pedi nada disto que sou e tenho; no fundo estou rodeada por quem odeio, por quem me magoa ... se houvesse algo que me anestesiasse destes sentires, que me desse uma dormência eterna ...
A mim ... a vida tornou-se um cargo que não pedi, uma nomeação dada sem minha autorização e eu não quero ... a mim bastava-me a paz ... uma paz serena e doce, uma paz eterna ...somente ...

Comentários

Manuel disse…
Não gostei nada.
Essa tristeza e angustia contagiou--me.
Cara amiga deixe, com toda a sua verbe, uma mensagem de esperança,
Manuel disse…
De vez em quando passo por aqui na esperança que, estas duas matronas, tenham dado lugar a algo de belo e reluzente.
Parto triste com a esperança que na próxima seja verdade.
Manuel disse…
Venho de quando em vez na esperança de um regresso.
Não foi, ainda, mas vou continuar

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