Controlar as emoções

Imagem retirada da net

Chegamos a um patamar da nossa vida em que tudo cai em catadupla, passamos anos a tentar encontrar soluções para pequenos, grandes problemas; arranjar a melhor forma de interagirmos com os outros, principalmente quem nos é mais próximo; tentamos não magoar os outros, engolindo lágrimas, amarguras mas no fundo de nós mesmos, na nossa mente, no nosso coração tudo isso acaba por ficar marcado, vincado ... talvez como um armazém que vai enchendo ... enchendo até não entrar mais nada ou mesmo acabar por explodir ... sempre tive a capacidade apesar de ser demasiado impulsiva de controlar as minhas emoções, de fazer jogos de raciocínio para não magoar quem gostava, quem amava, era capaz de ficar de rastos, magoada, chorar ... mas para essa pessoa o sorriso era uma garantia. Só que não sou uma super-heroína nem tão pouco uma deusa ... e o farto pesado destes longos anos manifestou-se há uns meses na minha saúde de uma forma grave, sempre julguei que com a medicação acabasse por passar, mas não em determinados momentos eles voltam a surgir, o que nas primeiras vezes não reconhecia, agora tenho a plena consciência racional do que está acontecer, julgo sempre que vou morrer ou que me está a dar um enfarte.
Sei que não basta a medicação, sei que não basta ter calma e desligar-me do stress ou até controlar as emoções ... preciso sim de fazer um processo catartico em relação ao passado, mas muito sinceramente não sei por onde começar ... 40 anos de vida para analisar e continuar a remar todos os dias é uma tarefa quase inalcançável, mas também não sei quanto tempo poderei continuar a adiar esta façanha ...

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