terça-feira, 28 de abril de 2009

Sentir velha demais ...

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Ontem à hora de almoço, eu e uma amiga conversavámos sobre o nosso dia-a-dia, o stress por que passamos todos os dias, sermos professoras, mães, filhas, esposas e donas de casa, trabalhando a uns belos quilómetros de casa. Desabafavámos sobre este cansaço enorme que sentimos nesta altura do ano, este arrastamento que nos traz todos os dias para enfrentarmos 29 a 30 alunos em 6 ou 7 turmas que temos. Em troca de desabafos e conversa, dizia-me ela com lágrimas nos olhos ...

- Sabes, ando na casa dos trinta, mas sinto-me velha, muito velha ... como se fosse uma pessoa muito idosa por dentro ... não sei se daqui a dez anos estarei por cá!

Fiquei comovida com as palavras dela, porque há dias que também me sinto assim, estamos entre os trinta e quarenta anos, com profissões absorventes, com filhos pequenos e pré-adolescentes que necessitam do nosso apoio ; mas com pais idosos que precisam cada vez mais do nosso auxílio... dividimo-nos em tarefas, em múltiplos papéis e parece que cada ano que passa na nossa vida vale por dois, três ou quatro ...


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Controlar as emoções

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Chegamos a um patamar da nossa vida em que tudo cai em catadupla, passamos anos a tentar encontrar soluções para pequenos, grandes problemas; arranjar a melhor forma de interagirmos com os outros, principalmente quem nos é mais próximo; tentamos não magoar os outros, engolindo lágrimas, amarguras mas no fundo de nós mesmos, na nossa mente, no nosso coração tudo isso acaba por ficar marcado, vincado ... talvez como um armazém que vai enchendo ... enchendo até não entrar mais nada ou mesmo acabar por explodir ... sempre tive a capacidade apesar de ser demasiado impulsiva de controlar as minhas emoções, de fazer jogos de raciocínio para não magoar quem gostava, quem amava, era capaz de ficar de rastos, magoada, chorar ... mas para essa pessoa o sorriso era uma garantia. Só que não sou uma super-heroína nem tão pouco uma deusa ... e o farto pesado destes longos anos manifestou-se há uns meses na minha saúde de uma forma grave, sempre julguei que com a medicação acabasse por passar, mas não em determinados momentos eles voltam a surgir, o que nas primeiras vezes não reconhecia, agora tenho a plena consciência racional do que está acontecer, julgo sempre que vou morrer ou que me está a dar um enfarte.
Sei que não basta a medicação, sei que não basta ter calma e desligar-me do stress ou até controlar as emoções ... preciso sim de fazer um processo catartico em relação ao passado, mas muito sinceramente não sei por onde começar ... 40 anos de vida para analisar e continuar a remar todos os dias é uma tarefa quase inalcançável, mas também não sei quanto tempo poderei continuar a adiar esta façanha ...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Sem corporiedade

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O peso da corporiedade, da existência desta matéria, deste corpo, deste ser que ocupa um espaço, que tem uma imagem torna-se um fardo pesado. Às vezes, desejava apenas ser alma, sem exterioridade para poder caminhar no invisível, para ser transparente, para não ter presença ... desejava ser de outra forma de existência que não esta, ser apenas como interioridade, como espírito e não como corporiedade ... sem cansaço, sem tempo, sem espaço ....


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Acreditar ...

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Se há assuntos de que não costumo falar é de religião, de política e de futebol ... penso que nestes dois anos de andanças pela blogoesfera jamais falei de fé, de crenças, de Deus. Sempre achei que é algo pessoal, da esfera íntima de cada um e eu não gosto por uma questão de princípios de discutir religião, fé com as pessoas.

Nestes dias em que me separei da vida quotidiana, da azáfama, reflecti sobre o meu percurso ... reflecti sobre a procura espiritual que tenho feito nestes últimos anos, pensei nos momentos em que me acabo por esquecer da força que tenho dentro de mim, acabando por me deixar ir abaixo com os problemas do quotidiano, com as desilusões que as pessoas se vão tornando ... esqueço-me que a fé que carrego, a luz que me ilumina a continuar a minha caminhada é mais forte, mais duradoira, é ela que me dá forças todos os dias para levantar, para trabalhar e continuar a seguir caminho ... (continua)

domingo, 12 de abril de 2009

Tempo de Renascer

Tempo de Páscoa, tempo de reflexão sobre o sofrimento, sobre a dor; mas tempo de renascer em nós , de ressurgir no mais íntimo de nós mesmos princípios, valores que tantas vezes esquecemos no nosso quotidiano. Para além da dimensão religiosa, de união da família de que tanto se fala por estas alturas festivas, o mais importante é o renascer da espiritualidade, do amor pelo próximo, da dádiva e do perdão patente em todas as religiões e credos, subjacente também na própria Declaração Universal dos Direitos Humanos. Temos de dar sentido àquilo que sentimos, à força, ao impulso, à luz, ao amor que cada ser humano transporta em si mesmo e não se deixar contagiar por sentimentos mais impuros, mais individualistas. O renascer implica também a dádiva, o significado de dar sem esperar receber algo em troca, a melhor recompensa reside nesta gratuitidade, pois à vida e ao mundo damos e mais tarde recebemos do próprio mundo, do universo ... energia damos, energia recemos; amor damos, amor recebemos ... é esta a lei da vida e a fórmula para renascermos das cinzas da individualidade, do egoísmo, do egocêntrismo achando que as grandes organizações, os governos, o Estado terá de fazer tudo ... o renascer é também libertar a nossa mente dos "pré-conceitos", das ideias feitas, das opiniões formuladas e estar aberto a novas perspectivas da realidade... é tempo de renascermos e sermos pessoas melhores, dando importância realmente ao que é importante!